domingo, 16 de outubro de 2016

Entrevista com a tradutora Carmen Gouveia

Carmen é graduada em Ciências Econômicas, Administração de Empresas e Ciências Contábeis, pela PUC Minas. Atuou, também, como tradutora e intérprete de língua russa.

1.      Quando e como você começou a estudar idiomas?
“Na escola, no ginásio, eu estudei francês e inglês. Adorava francês e levava muito a sério, mas no inglês não era chegada. No segundo grau, eu tinha que optar entre inglês e francês, e como minha mãe que fez a matrícula, ela fez confusão e me matriculou no inglês, com isso eu parei o francês. Mais tarde, na universidade, eu tinha que me virar com espanhol, para ler. Saindo da universidade, em 78, eu não mexi mais com idioma, somente em 83, ou 85, consegui descobrir onde se ensinava russo, que era minha grande vontade. Em 88, contratei professor de francês, e segui com russo e francês. Depois segui sozinha, fazendo aula de conversação esporadicamente”.

2.      Quais idiomas vocês já estudou e em quais se aprofundou mais?
“Eu estudei francês e russo. Estudei inglês no colégio e estou estudando sérvio. A que me aprofundei mais foi o russo, e quase no mesmo grau o francês. Tenho noções de ucraniano e búlgaro, consigo entender algumas coisas em polonês”.

3.      O que te motiva a estudar idiomas?
“Literatura, para poder ler no idioma original, e o encantamento que tenho pelas línguas e culturas eslavas. No caso do francês, é mais a cultura francesa, que acho bacana”.

4.      Saber uma língua estrangeira te ajudou na sua profissão?
“Não. Me deu uma profissão adicional, porque já trabalhei como tradutora e como intérprete. Na minha profissão, o máximo que precisei foi de francês, mas se não soubesse não faria diferença, porque na empresa que trabalhava, que era de transporte e tráfego, uma empresa estatal que se baseou no modelo francês para implantar o modelo tarifário da região metropolitana de Belo Horizonte, o material estava traduzido, e eu só usei material em francês como material extra, por curiosidade”.

5.      Como foi sua experiência como tradutora e intérprete?
“Foi gratificante poder me dedicar a um idioma que eu gosto demais durante o período em que eu atuei nessa área. Me deu a chance de praticar a língua russa, tanto a língua falada quanto a escrita, e de aperfeiçoar meus conhecimentos, na medida em que eu tinha que procurar ler material da área que estava atuando como intérprete, para adquirir vocabulário técnico. Atuei na área de mineração e indústria química como intérprete, e como tradutora fiz legendagem de vídeo e tradução de material sobre cachaça, vodka, etc”.

(Entrevista realizada no dia 13/10/2016).

Nenhum comentário:

Postar um comentário