sábado, 22 de outubro de 2016

Literatura juvenil: entrevista com Stephanie Tuanny e Nicole Bernardi

            Como uma não-conhecedora que sou da literatura juvenil – a única obra que me lembro de haver lido em toda minha vida foi O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, 1991, tradução de João Azenha Jr; e percebendo que muitos –muitos, não todos– dos livros mais vendidos atualmente são livros voltados para o público jovem (o que é possível verificar em sites como o da Grupo Editorial Record, o da Livraria Cultura e o da Saraiva), me pareceu uma boa oportunidade a oportunidade que me apareceu: conversar/entrevistar duas autoras de livros voltados para esse público.
            Foram quase três horas de conversa pelo Facebook, já que elas não estão na minha cidade, sobre elas e os livros delas, além de a literatura juvenil e o tema da tradução na visão delas (ou seja, na visão de quem escreve, não na de quem traduz). Como base teórica para algumas perguntas, foi utilizado o texto "Vuelve la polémica: ¿existe la literatura... juvenil?", de Jaime García Padrino, disponível no site da Universidad de La Rioja e acessado no dia 21 de outubro. Acredito que foi importante para eu conhecer um pouco mais do meu entorno, já que não são poucos os colegas do curso de Letras que comentam sobre esse tipo de literatura e eu, que nunca li nem um Harry Potter sequer, escuto os comentários como se estivessem falando hindi, e também para conhecer melhor o adolescente que difere da adolescente que fui e que pode ser meu aluno um dia. Espero que possa ser útil para outras pessoas também, incluindo a Stephanie e a Nicole.

1. Qual a idade de vocês, em que trabalham ou estudam e quando começaram a escrever?
- Nicole: Bom, eu tenho 24 anos, já estudei Psicologia e Letras, sem concluir, e atualmente faço Pedagogia, porque sempre sonhei trabalhar com crianças! Trabalho com meus pais no comércio, mas não pretendo seguir lá por muito tempo. Comecei a escrever pequenos textos e poesias com uns 14 ou 15 anos, mas nunca compartilhei com ninguém. A Stephanie é uma das poucas pessoas que conheceu esse meu lado e apoiou!
- Stephanie: Tenho 24 anos, sou redatora freelancer, estudo Letras - Português/Italiano e não lembro ao certo quando comecei a escrever, mas com 9 anos sei que já escrevia no Microsoft Word!

2. Vocês já publicaram outras obras? Como foi?
- Stephanie: Eu tenho uma ficção infanto-juvenil no Clube de Autores, a venda acontece por consignação, o livro é impresso só quando é vendido o exemplar! Foi o Rafael (meu marido) que fez isso sem eu saber, porque eu não tinha coragem de mostrar pra ninguém.
- Nicole: Publicar um livro sempre foi um sonho que eu deixei escondido por muito tempo, depois de uma experiência meio ruim no Ensino Médio, onde eu deixei meu lado escritora escondido. Só fui realmente pensar sobre isso de novo depois de ler o trabalho da Stephanie e saber que as pessoas precisavam ler aquilo também.

3. Ao procurar por artigos acadêmicos voltados ao estudo de literatura para o público jovem/adolescente, principalmente de obras mais recentes, percebemos que o material é escasso. Há espaço na universidade de Letras para o estudo e o incentivo a escreverem, seja essa ou qualquer outra literatura? E no caso do curso de Pedagogia, Nicole, qual o espaço do estudo da literatura para adolescentes e da literatura infantil?
- Stephanie: Na questão de artigos acadêmicos, eu não sei te dizer, mas na Universidade em geral, eu não sinto tanto o incentivo. Entre alguns professores e alguns alunos, eu sinto muito preconceito por gêneros voltados para público jovem. Muitas pessoas da área só consideram os grandes clássicos como literatura válida, e o tipo de escrita neles desagrada muitos adolescentes.
- Nicole: Bom, na Letras eu vejo que o material para jovens adultos não é considerado tão sério, e o tempo em que eu estive lá, percebi que a grande maioria dos alunos nutria sim uma vontade de escrever um livro, mas nunca percebi incentivo algum por parte de professores ou universidade como um todo. Na Pedagogia, o papo é completamente diferente. Literatura é senso comum entre futuros professores, sendo peça primordial na formação das crianças.

4. Jaime García Padrino, da Universidad Complutense de Madrid, em "Vuelve la polémica: ¿existe la literatura... juvenil?" (1998), fala de quando o termo juvenil passou a ser utilizado para um público específico, em detrimento de infantil, que antes abarcava todos esses destinatários, e, logo em seguida, cita Enzo Petrini, que afirma que a literatura juvenil pode ser também definida como literatura educativa. Na opinião de vocês, no livro que escreveram e em outros que vocês conhecem, existe esse caráter educativo?
- Nicole: Educativo de forma conteudista, não. Mas as histórias juvenis possuem aquele quê de reconhecimento com o jovem, falam de coisas que são vivenciadas em determinada idade e sugere como lidar com elas. Dessa forma, se considerarmos "educativo", aí sim.
- Stephanie: Eu não usaria o termo educativo, exatamente, para o nosso. Não sei se a Ni vai concordar comigo, mas eu enxergo mais como uma leitura leve, pra se envolver com a história, descansar a mente.
- Nicole: Nada impede de ser uma leitura leve, mas que mexa totalmente com a estrutura do leitor, pra facilitar compreensão da sua própria vida.
- Stephanie: Sim! Pra mim é uma leitura leve, só para o leitor se envolver, sabe? Não para ler tentando aprender algo, com escrita mais complicada. Pode acontecer uma identificação sim, pode pegar alguma experiência para a vida, mas enquanto eu fazia, honestamente, não estava pensando em ensinar alguma coisa exatamente.
- Nicole: Aí eu concordo plenamente. É um educativo mais inconsciente, sabe? De repente lá na frente, acontece algo parecido e aí tu lembra da história, de como pode sair de uma situação ou um conselho para dar a alguém.

5. Jaime García Padrino afirma, no mesmo artigo, que uma das funções da literatura juvenil poderia ser facilitar o desenvolvimento de hábitos de leitura de caráter adulto. Vocês têm conhecimento de adultos que desenvolveram dessa forma o gosto pela leitura (e que hoje leem livros voltados para o público adulto)? Pensando nisso, qual seria o espaço das literaturas escritas para jovens nas escolas? E quanto às adaptações de livros adultos pensadas no público jovem?
- Stephanie: Concordo plenamente! Acho que uma leitura adequada para a faixa etária, desde a infância, facilita muito o gosto pela leitura. Muitas pessoas que eu conheci reclamavam de ter que ler Machado de Assis no colégio obrigatoriamente, por exemplo. Eu não estou desmerecendo essa leitura, eu acho sim que ter contato com os clássicos tem a sua importância, mas não acho que devia ser imposto para as crianças jovens como o único tipo de leitura possível! Conheço sim histórias de pessoas que começaram lendo fanfics na internet, e daí pegaram gosto pela leitura e hoje leem diversos tipos de livros. Na minha opinião, muitas pessoas que acham que não gostam de ler, podem ter tido só uma experiência frustrada quando novinhas, aprendendo que leitura é algo chato, obrigatório e para fazer trabalho. Particularmente, eu não aconselharia ninguém a começar na vida de leitor com Mário de Andrade, por exemplo.
- Nicole: Bom, eu sou a prova viva de que um bom estímulo faz milagres na juventude. Na minha casa, ninguém lê livros, só eu mesma (acho que leio por todos, inclusive). E quem me incentivou foi minha avó paterna. Comecei bem pequena, com livros de fábulas e coisa e tal, mas foi na adolescência que eu comecei a ter uma ideia de mundo diferente a partir dos livros. Lembro que um dos primeiros que eu me envolvi era da Thalita Rebouças, que é uma das maiores no segmento hoje. Nas escolas, eu sempre fui muito a favor de mesclar o clássico com o contemporâneo. O professor de literatura pode fazer provas e trabalhos sobre Machado de Assis, mas porque não um Harry Potter para variar? Acredito que tem espaço para tudo, e incentivo nunca é demais. Eu mesma me interessaria bem mais por Literatura na escola se fosse conduzida assim. E sou a favor também de transformar livros mais adultos em versões juvenis. Às vezes é mais fácil criar uma conexão com o leitor mais jovem dessa forma.
Tem um livro específico que, a Sté deve concordar comigo, seria de uma riqueza ímpar para trabalhar em sala de aula, o Extraordinário.

6. Ao pesquisar na internet, percebemos que o tema é tratado na maioria das vezes em jornais ou blogs, muitas vezes por leitores desse tipo de literatura ou por autores. Surgem, aí, alguns termos estrangeiros, como Young Adults, e algumas divergências quanto à faixa etária dos leitores. No caso dos livros que escreveram, vocês pensam em uma faixa etária e um público alvo específico? Qual seria? E em relação às outras obras que escreveram?
- Nicole: Não pensei em nenhuma faixa etária específica pros nossos volumes, mas se enquadrando na linha New Adults, acredito que seria para aqueles leitores que estão na transição entre adolescência e vida adulta, que estão entrando na faculdade agora, por exemplo. Até porque tem palavrão e cenas de sexo (não muito explícito) no conteúdo. Não sei se a Sté concorda. Qualquer uma de nós poderia ler e gostar, sem achar muito teen ou muito maduro.
- Stephanie: Realmente o gênero ganhou força na internet, entre as blogueiras, e tem conquistado espaço assim, na propaganda! Eu concordo com a Nicole, acho que o público alvo, no geral, deve estar entre os 18 e os 25, mas também concordo que qualquer pessoa poderia se envolver, porque criamos histórias muito naturais, cotidianas mesmo, então eu sinto que poderia gostar delas, mesmo que eu tivesse mais de 24.

7. Percebo que a maioria das pessoas que conheço e gostam desse tipo de literatura e não são mais adolescentes, são mulheres jovens.  Vocês acreditam que isso reflete uma realidade ou é coincidência? É comum as obras abarcarem o dito universo feminina? Classificariam a literatura de vocês como literatura feminina? Algumas pessoas se incomodam com o termo, pois, se não se classifica literatura como “literatura masculina”, não haveria motivo para classificar como “literatura feminina” – isso sem contar toda a discussão que pode haver em torno da palavra feminina. Vocês, enquanto escritoras, se consideram autoras de literatura feminina? Há entre as leitoras e autores do gênero a preocupação em relação a esse tipo de discussão e o espaço da mulher na literatura?
- Stephanie: Isso existe, não é coincidência. Eu acho que é reflexo de um certo machismo de que romance é coisa de mulher, por exemplo, que todo homem é durão e mulher é maria-mole. Não acho que o livro seja voltado exclusivamente pra mulheres, como eu disse, são histórias comuns e cotidianas, qualquer pessoa poderia se identificar, fora as que leem só pelo prazer de absorver alguma história, sem buscar exatamente a identificação pessoal, mas sim, o fato de existir esse estereótipo, faz com que o maior público desse tipo de livro seja feminino.
- Nicole: Eu acho que reflete uma realidade. Leitura é, infelizmente, predominantemente hábito feminino. Nossa literatura não é feminina, pode ser ligada á vida de qualquer um, acho. Mas de qualquer forma, sendo hábito feminino em maioria, acho que acaba tendo uma correspondência maior. Nunca me preocupei enquanto escrevia, mas nós sempre debatemos que não queríamos algo que ficasse muito "água com açúcar". Aliás, ser literatura feminina não deveria querer dizer que é uma literatura superficial. Para mim, se dividirmos assim, é tirar um pouco do valor real do trabalho em si. Esse viés mais voltado ao feminino deveria ajudar a situar e entender alguns aspectos e não "encaixar" todas as mulheres num estereótipo.

8. Quais os livros mais famosos, dentre os que vocês conhecem, que se enquadram como New Adults? Quais são os seus favoritos? Além de a literatura juvenil, o que mais lhes agrada em literatura? Possuem uma obra e/ou autor favorito?
- Stephanie: Um dos mais famosos hoje em dia é o A Culpa é das Estrelas, mas se eu não me engano esse é Young Adults (que é parecido, mas não é igual). Eu tenho duas obras que me cativaram no New adults, uma é Beleza Perdida, da Amy Harmon, e outra nacional é As batidas perdidas do coração, da Bianca Briones. Foram os meus de estreia, basicamente, e gostei muito dos dois, que são totalmente diferentes entre si.
Eu adoro livros de drama! Os meus favoritos nesse gênero são Éramos Seis, da Maria José Dupré, e A cidade do Sol, do Khaled Hosseini. Amo os suspenses do Stephen King, e sou apaixonada pelo clássico antigo Anne de Green Gables, que honestamente eu nem sei em qual gênero enquadraria.
- Nicole: Lá vêm aquelas perguntas realmente difíceis! Bom, resumidamente, até dói o coração ter que escolher. Então vamos primeiro falar dos New Adults. Os mais conhecidos são aqueles que acabam virando filme, como Como Eu Era Antes de Você, ou um dos mais vendidos, como Belo Desastre. Mas a lista de sucessos é gigante e vem ficando maior a cada dia. Sobre favoritos, vai ficar bem complicado, então não vou escolher livros, mas autores. Entre os nacionais, Bianca Briones é a minha diva-mor! Eu sou apaixonada por todos os mundos que ela criou até agora. De autoras internacionais, Nora Roberts eu adoro, Cassandra Clare, Jamie McGuire, Lucinda Riley... Fora histórias (e minha paixão por New Adults), também amo crônicas (Martha Medeiros, Clarissa Corrêa) e poesia (Cecília Meirelles, Paulo Leminski).

9. De onde surgiu a ideia de escrever em parceria e como ocorreu a construção da obra e dos personagens?
- Stephanie: Eu sempre tive vontade de escrever com a Nicole, porque nós duas compartilhamos há muito tempo conversas sobre tudo o que lemos. Já lemos em conjunto, então sempre achei que escrever em conjunto seria uma experiência incrível, e tinha razão. A ideia do primeiro livro da sequência surgiu naturalmente. Eu quis criar uma personagem com o nome dela, e reunir na história dessa personagem todos os elementos que sabia que agradavam a Nicole na leitura. Quando mandei pra ela o início, ela gostou tanto, e isso me deixou tão animada, que a parceria aconteceu naturalmente! Ela deu dicas, e eu achei que seria melhor se fizéssemos logo juntas, assim ela podia suprir a minha falta de tato e experiência para algumas coisas, e nos completamos um pouco. Nós construímos a partir daí o restante, e foi uma experiência muito legal! A construção de personagens do primeiro foi assim, bem natural, para falar a verdade eu não sei bem de onde buscamos. O segundo foi na empolgação. Nós não estávamos prontas para nos despedir dessa experiência, então estendemos isso com um personagem que era secundário no primeiro livro, criando uma história paralela para ele também.
- Nicole: Eu e a Stephanie somos amigas desde bem novinhas e, por conta da minha mudança para Porto Alegre, nos distanciamos alguns anos e nos reencontramos virtualmente depois. Ela já escrevia webnovelas e eu fazia textos que ficavam guardados em cadernos. Numa das nossas conversas infinitas depois que nos reencontramos, tocamos nesse assunto de alguma forma e ele foi a semente do que a gente fez. Antes da escrita, fizemos várias sessões de leituras juntas, ela no Rio e eu em Porto Alegre, lendo o mesmo livro quase ao mesmo tempo. Mas quando é escrever, eu nunca mostrava nada da minha escrita para ninguém e só consegui quebrar esse bloqueio com ela e muito recentemente. Ela gostou do que leu, eu me apaixonei pelo talento dela, e assim surgiu a ideia de trabalharmos juntas em algum projeto. Só não sabíamos que ia ser tão cedo e dessa forma intensa que foi. Quanto aos personagens, a primeira protagonista foi um presente, porque ela leva meu nome e muito da minha essência e ajudar a construir isso foi uma das melhores experiências que eu já tive. O segundo veio com a empolgação e a incapacidade de desapegar do nosso mundo particular. Digamos que depois que nos complementamos literariamente, escrever em parceria é parte do nosso dia a dia, totalmente natural.

10. Vocês pensam em um dia traduzir o livro? Para qual ou quais línguas? Por quê? Como isso mudaria a visibilidade da obra?
- Stephanie: Nós estamos caminhando devagar ainda, pensando na primeira tiragem, possivelmente uma tiragem independente, para vermos como vai ser. Se tivermos um resultado positivo com o tempo, eu adoraria arriscar passar pra outras línguas, talvez colocar o ebook traduzido em plataformas como a Amazon. Eu não me sinto capaz de traduzir para o italiano em um bom tempo, não vou me especializar em tradução, mas adoraria vê-los em italiano um dia! Quem sabe...
-Nicole: Nossa, eu nunca cheguei a pensar nisso! Tê-los publicados já é um sonho, eu nem consigo sonhar com demanda internacional das nossas histórias. Mas eu ficaria mais do que feliz em vê-los em espanhol e inglês, que eu amo. O patamar é alto e nós ainda estamos rastejando, mas espero que possamos sim chegar lá um dia!

11. Stephanie, o italiano seria por um motivo emotivo, mercadológico ou pelo fato de sua graduação ser em italiano? Como se sentiria vendo algo escrito por você traduzido para essa língua? E, Nicole, no seu caso haveria, além de o gosto pelo espanhol e pelo inglês, outros motivos envolvidos? Você preferiria traduzir você mesma ou contratar um tradutor profissional?
- Stephanie: Sim, é pela minha graduação! Conforme vou frequentando as aulas, pego um carinho em ouvir o idioma, pelas palavras, pela entonação, e se paro para imaginar algum diálogo em italiano, acho que seria incrível. Não sei se a pergunta final foi para as duas ou para a Ni, mas eu contrataria um tradutor profissional um dia, com certeza. Não me sinto apta a traduzir, mesmo com fluência, sem especialização.
- Nicole: No meu caso, quando fiz Letras, minha graduação era Bacharelado em Português-Espanhol, e eu adoro a língua espanhola, só não sei se teria conhecimentos suficientes para eu mesma traduzir, já que troquei de curso e não conclui. Já inglês eu ficaria honrada em traduzir, mas não tenho capacidade léxica pra tal, então em ambas as situações, tradutores profissionais seriam contratados!

12. Caso tivessem a oportunidade de traduzir o livro, acompanhariam de perto o trabalho do tradutor? Acreditam que a participação de vocês seria importante? Se sim, em qual sentido? Como seria o processo?
- Stephanie: Sim. É claro que para alguém traduzir, teria que ler primeiro, e então provavelmente captaria a essência da narrativa, dos diálogos... Mas acompanhar seria interessante para o caso de alguma dúvida em alguma entonação, na hora de passar para a outra língua. Acho que seria legal acompanhar a pessoa à medida que ela fosse lendo, caso tivesse alguma dúvida sobre a história ou algum personagem.
- Nicole: Gostaria muito de poder acompanhar! Não sei se importante seria a palavra, mas eu me sentiria mais segura fazendo parte do processo, porque amo o que nós construímos e gostaria que fosse passado ao leitor de outra língua o mesmo amor, na mesma intensidade. Gostaria de poder ter liberdade de sugerir mudanças, se fosse o caso.

(Entrevista realizada no dia 22/10/2016).

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