terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Dica: Blog sobre a Lituânia

Conheça o blog Lietuva, criado pelo professor e tradutor Wallace Armani, que estuda lituano há um ano e quatro meses com a professora Agnė Žilionytė.

Texto de apresentação do blog:

Esse blog é um convite a todas as pessoas que queiram saber sobre a Lituânia e sobre a língua lituana. Poderei falar acerca de temas variados, tais quais: a língua, as pessoas, a história, a arqueologia, a mitologia, a flora, a fauna, a música, a poesia, a literatura, o cinema, a gastronomia, a educação, os museus, as galerias de arte, os teatros, a arquitetura, as curiosidades, o modo de vida, entre outros. Pouco se divulga e se sabe sobre esse país e sua língua. Em julho próximo, estarei lá pessoalmente e quero registrar essa experiência através do blog.  Tenho estudado sistematicamente o lituano desde o dia 5 de outubro de 2015. Esse processo me fez embarcar em uma viagem pela língua indo-europeia viva que é considerada não apenas a mais antiga e que conserva os aspectos mais arcaizantes, mas como tendo elementos que podem ser encontrados em línguas como o sânscrito, o latim e o grego clássico, e que poderia estar mais próxima do que podemos chamar de uma língua indo-europeia "original". Com isso, um mundo novo foi apresentado a mim e eu gostaria de poder agora compartilhar com todos vocês. Sejam bem vindos e juntem-se a mim nessa jornada.


Para entrar em contato com os professores Wallace e Agnė, clique aqui.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Espanhol nas escolas (ou Como desanimar com a Licenciatura)

           Termino meu bacharelado esse semestre, se tudo der certo, e planejava começar a licenciatura logo em seguida – não é só de prática que se faz um profissional, e eu curto bastante uma sala de aula, com um professor, e não só o estudo solitário. Com minha orientadora da monografia disposta a me orientar no mestrado e argumentando que meu perfil é de aluno de mestrado, decidi ir direto para a pós e, paralelamente, continuar puxando matérias da licenciatura, ou tentar o processo seletivo do Programa de Formação Pedagógica do CEFET-MG (que, para ser sincera, já li bastante sobre, mas ainda não o suficiente).

            “É claro que o espanhol vai ser prejudicado com essa Deforma do Ensino Médio, mas dá pra continuar tentando”. Eu pensava assim até alguns minutos, quando li no Facebook um depoimento que me desanimou muito: 


Desabafo...
Por que o descaso com o Espanhol?
Nesta tarde cheguei à nova escola de Ensino Fundamental que fui designada para completar minha carga horária, para dar minhas aulas de espanhol. (Muito feliz depois do pânico de quase perdê-las).
Ao chegar à escola fui confirmar a sequência das aulas. Para minha surpresa no horário constava inglês ao invés de espanhol. Pensei que se tratava de um pequeno erro... Mas neste momento fui informada que a grade mudou e não tem mais espanhol. Faltando cinco minutos para entrar em sala sou informada que devo dar aula de inglês. Que por "ordem de cima", espanhol tinha caído fora. Eu poderia neste momento jogar no lixo todo o planejamento da tarde de sábado, feito com tanto carinho e pedir para os alunos fazerem qualquer coisa (a qualidade não é relevante).
Nunca chorei tanto, de humilhação, de tristeza, desespero, insegurança. 
Por que o descaso com o espanhol?
Muitos postaram sua indignação com relação às outras disciplinas. Mas com o espanhol nos calamos, porque temos medo de nossos próprios alunos dizerem Graças a Deus não vai ter mais...
O que representa o fim do espanhol é simbólico...
Aprender espanhol no Brasil representa fortalecer nossa identidade latina de povos irmanados geográfica e historicamente no mesmo sofrimento e massacre dos verdadeiros donos destas terras, na destruição e saqueio de nossas riquezas e estupro de nossa cultura de origem. 
Aprender espanhol no Brasil é o idioma para tentar se comunicar e entender o outro, tentar instrumentalizar o aluno para através da leitura em LE ampliar suas possibilidades de pesquisa, as manifestações culturais, a literatura, a música, a arte, a gastronomia, as viagens virtuais pelos pontos turísticos, os textos que sempre provocam reflexões, é a tentativa de levar para sala as inovações tecnológicas e estimular o uso das mesmas como ferramentas na aprendizagem autônoma...
Aprender espanhol representa ampliar a bagagem cultural. Mas para muitos isso não interessa. É inútil. Nestas terras irmãs, nós o povo, podemos ser turistas...
Aprender inglês todos sabemos sempre foi fundamental. Mas neste momento que vivemos e a sua supervalorização com a “reforma do Ensino Médio” e o fim do espanhol, tornando o inglês uma das poucas disciplinas obrigatórias também é simbólico... Me perdoem a ignorância, mas me permitam dizer: Representa o que se quer para esta geração! Melhor prepará-la para entender ordens do patrão. A necessidade de estar melhor preparados e de joelhos para servir ao explorador que segue a sugar-nos a jugular. Nestas terras nós, o povo, sempre seremos só serviçais.
(Depoimento divulgado na página da professora Iara Oliveira, no dia 23/02/2017: https://www.facebook.com/iara.oliveira.1460693/posts/1429132583784192?pnref=story).


Uma situação absurda e humilhante, um verdadeiro jogo dos 7 erros: tirar uma disciplina assim, do nada, sem comunicar a professora; obrigá-la a dar aula de inglês, sem nenhum planejamento, afinal, “a qualidade não é relevante”; a total falta de respeito com os alunos que acabaram de perder o acesso ao ensino de uma língua estrangeira; falta de respeito com os pais/responsáveis; falta de respeito com a professora; falta de respeito com a possível integração que o aprendizado de espanhol proporcionaria com os nossos povos vizinhos. O sétimo erro fica a critério de cada um descobrir qual é.

O fato é que não entendo como há adultos que não percebem a importância do ensino de TODAS as disciplinas, que não percebem que o conhecimento não deve ser fragmento, que uma única área NÃO É e NUNCA vai ser o suficiente! Apesar de ter largado o curso de veterinária, eu tenho certeza que aprender só biologia não teria sido o suficiente. Em letras, senti falta de muitos conteúdos de história, de sociologia, de filosofia, e sei que isso é só o mais óbvio, porque as outras áreas também são importantes dependendo do percurso que cada um escolher.

Sinto muito por todos os professores, por todos os estudantes de licenciatura e por todos os alunos que ainda vão começar o ensino médio, e que já não terão um ensino ruim, terão um ensino péssimo e incompleto. Já pela grande desinformação e desconhecimento linguístico no Brasil nem vale a pena lamentar mais... 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Cursos de idiomas no Cenex, UFMG

Já começaram as inscrições para os cursos básicos e no dia 17/02 começam as dos outros níveis no Centro de Extensão da Faculdade de Letras da UFMG. Os cursos são abertos à comunidade.

Conclui o de espanhol, o de inglês, o de introdução ao mandarim e hoje estudo libras e dou aula de espanhol no Cenex. Além disso, há algumas outras línguas, como italiano, francês, latim, alemão, japonês (básico), português para estrangeiros, etc.

Os cursos costumam ser bons, o preço é bem acessível e estudar uma nova língua nunca é demais: 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

La casa de Bernarda Alba

A primeira vez que li foi para a matéria Panorama da literatura espanhola, há pouco mais de dois anos, acho. Agora, estou lendo para minha monografia. Parece outra peça, faz bem revisitar.

Não há muito que dizer, é só uma indicação rápida antes de voltar à monografia:

(Teatro Completo IV, Federico García Lorca, p.128. Edición y prólogo de Miguel García-Posada. Debolsillo.)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Canais: China e mandarim

Quando comecei a estudar mandarim, encontrei alguns vídeos que me ajudaram um pouco (o meu favorito, um vídeo infantil para aprender os sons da língua e o pinyin). Agora, alguns meses depois, descobri alguns canais bem interessantes, e acompanho três: 

1. Chino Básico TV: 
Um programa de televisão argentino inteiramente sobre a língua e cultura chinesa. muito bem organizado, com entrevistas, receitas, conteúdos gramaticais e uma parte para contar histórias chinesas. É bom para quem já fala espanhol, assim pode praticar uma língua enquanto aprende a outra.



2. Centro Chinês:
Encontrei o canal procurando professor particular de mandarim, e adorei a professora. Nele, a professora Meimei fala sobre o idioma, história, música e outros pontos relacionados à cultura chinesa. Coincidentemente, eu já conhecia o canal e o livro da irmã dela, que me foi indicado por um antigo professor e acabei não comprando na época.
A professora Meimei é super educada, ensina muito bem e dá aula por Skype. Eu indico!
Ah, e vale muito a pena seguir a página do Facebook, porque ela compartilha coisas ótimas e é impossível não gostar.



3. Pula Muralha:
Já nem lembro como encontrei o Pula Muralha, só sei que desde então acompanho o canal e, através dele, passei a acompanhar outro (o canal Yukontorn Tappabutt, da tailandesa Ann). A Sisi posta frequentemente e seus vídeos são sempre divertidos e ela é muito fofa! O bom é que vira e mexe ela leva convidados, e as conversas costumam ser bem interessantes e engraçadas (como esse vídeo dela falando trava-línguas em tailandês e a Ann falando trava-línguas em chinês).
Ela também dá aula, e vou participar da Segunda semana da China, mas ainda não sei como ela é como professora.



Além desses canais e páginas, existem algumas (outras) páginas interessantes no Facebook, como o Siente China e Radio Internacional de China en español.


Observação: logicamente existem muitas outras ótimas páginas e canais, mas, dentre as que conheço, essas são minhas favoritas, por enquanto, e acho que vale a pena conhecer.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Turma de Espanhol para Fins Acadêmicos


"Estudantes de graduação e pós-graduação da UFMG que têm interesse em realizar o curso de extensão “Espanhol para Fins Acadêmicos” (EFA) devem se inscrever para os testes de nivelamento e classificação que selecionarão candidatos para cursar gratuitamente essa disciplina no primeiro semestre de 2017". (https://www.ufmg.br/dri/)


Eu que darei esse curso. O teste de nivelamento será no dia 17/02/2017.
Para maiores informações, acesse o site da Diretoria de Relações Internacionais da UFMG: https://www.ufmg.br/dri/tag/espanhol-para-fins-academicos/ 

(Para outras informações de aulas de idiomas, clique aqui).

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Dica de livraria: Bertrand Livreiros

“Ser viciada em livros trouxe, para mim, como consequência, ser viciada em livrarias. Atualmente, substitui as andanças pelas ruas da cidade em busca de alguma que possua os livros que vivo a procurar pela facilidade oferecida pela era digital. Encontrei livrarias fantásticas, com enorme acervo, mas ainda assim nelas faltavam alguns itens indisponíveis, seja por falta de publicação no Brasil ou por falta de disponibilidade na livraria. Parti, então, para a busca de livrarias em outros países, e me deparei com a Bertrand Livreiros, em Portugal.

Nela encontrei o que eu buscava e conheci o que não buscava, como o autor português Miguel Real, autor de livros premiados por lá, mas desconhecido por aqui. Dele, no Brasil, encontrei apenas livros digitais, que não satisfazem meu vício, que inclui o toque e o cheiro do livro, e a consequência foi que comecei a importar da Bertrand através da Livraria Cultura, o que sai mais caro por causa do frete e do lucro auferido pela Cultura.

Em dezembro último, visitando Lisboa, tive a alegria de ir pessoalmente à Bertrand. São várias lojas espalhadas pela cidade, cuja matriz fica na rua Garret, no Chiado. Essa é considerada a livraria mais antiga do mundo em atividade, e possui um acervo valioso para quem gosta de literatura e, como eu, de história. Os livros não são caros ou, pelo menos, saem ao preço médio de um livro no Brasil, ou seja, muito mais barato que importar. O atendimento é ótimo. Infelizmente, só depois que vim embora foi que descobri que a Bertrand promove um evento que chama Ler no Chiado, que faz parte da agenda cultural de Lisboa e que reúne autores e gente do mercado editorial português para discussões literárias. Fica para uma próxima vez.


Observação: descobri que é possível comprar diretamente da Bertrand online sem necessidade de intermediação.”