quarta-feira, 1 de março de 2017

Ano de vestibular

Hoje, apareceu nas recordações do Facebook uma postagem feita pela Central de Estágio da FALE/UFMG sobre (contra, óbvio) trote. Isso me fez lembrar que um dos meus maiores medos no ano do vestibular era o trote. Também, me fez lembrar de quando eu tava no terceiro ano e como foram esses dois anos e pouquinho para passar no vestibular.

Sempre estudei em colégio particular, e isso deve mesmo ajudar muito, apesar de o ensino, em geral, não chegar nem perto de algo que poderia ser considerado decente. Quando estava na oitava série, tive o primeiro contato com química e física, com uma professora formada em biologia, e a explanação da matéria foi traumatizante o suficiente para que fosse criada uma barreira entre a química e eu. No primeiro ano (e mesmo antes), eu já sabia que queria veterinária, mas seria impossível passar em uma federal tendo dificuldade em uma das matérias da segunda etapa, então meus pais me matricularam em um cursinho aqui em BH que tinha apenas aulas de química, física e biologia. Já não lembro as datas direito, mas primeiro fiz aulas para acompanhar a matéria da escola e depois para me preparar para o vestibular.

Em 2007, já no terceiro ano, tentei meu primeiro vestibular, e não passei por poucos pontos. Estudei no Pré UFMG, e descobri que seria impossível passar no vestibular sem fazer um cursinho, simplesmente porque não estudei na escola as matérias de segunda etapa de química e biologia. Descobri, também, que MUITOS conteúdos de história eu nunca estudei, em nenhuma das escolas pelas quais passei. No ano seguinte, em 2008, fui aprovada em veterinária na PUC, no meio do ano, e em engenharia de energia no final do ano, em química licenciatura na UFOP e em veterinária na UFMG.

Eu jamais passaria em um vestibular concorrido se eu tivesse apenas boa vontade e não tivesse tido acesso a um curso preparatório. Também não passaria se tivesse acesso sem vontade de estudar.


Já o processo para o curso de letras foi outro, foi interno, já que fiz reopção. Outra diferença foi o medo do trote, que na letras não existiu.

Enfim, se eu não quisesse muito estudar e meus pais não tivessem condições de gastar o que gastaram, eu não teria passado no vestibular. Mas existem algumas opções para quem quer se preparar para o ENEM e não tem como pagar cursinhos caros:

1. O Projeto Incluir, que funciona na UFMG, NÃO é um pré vestibular, mas tem aulas de idiomas e alguns outros cursos que podem ajudar como um reforço. Fui professora de espanhol voluntária por um tempo e sei que o projeto ainda tem pontos para melhorar, mas, de qualquer forma, pode ser um apoio escolar para crianças e contribuir para quem está em ano de vestibular.

2. Alguns cursinhos comunitários. Na UFMG, temos o Equalizar. Não conheço o funcionamento de perto, mas tenho colegas na letras que indicam o curso. 

3. Alguns professores mantêm canais no Youtube com dicas sobre matérias diversas.

4. Alguns cursinhos que não são comunitários possuem preços mais acessíveis, como é o caso do próprio Pré UFMG (que agora se chama Pré Federal).

5. Existem materiais grátis na internet para estudar, muitos de sites mantidos por boas universidades. Não é difícil encontrar.


É claro que estudar sozinho ou com pouco apoio é muito mais difícil, mas vale a pena tentar. Universidade não pode ser só para quem estuda nas melhores escolas e cursos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário