quinta-feira, 9 de março de 2017

Repúdio à Diretor(i)a da Faculdade de Letras da UFMG

*** Quem tiver estômago fraco para cenas de violência, é melhor não ler***

Quem estuda na UFMG já deve ter visto os gatinhos da Fafich (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas) e os do ICB (Instituto de Ciências Biológicas). A diferença entre os dois é que os da Fafich são brutalmente assassinados de tempos em tempos:


Dentre tantas surpresas boas na Letras, tive uma ruim quando ouvi de um professor que ele queria que todos os cachorros e gatos fossem mortos. Pelo visto, esse pouco caso e falta de respeito (no mínimo) com os animais na Letras não vem só desse professor: alguns lá dentro destroem, outros fazem vista grossa.

A nova surpresa ruim tive essa semana, e vem da falta de ação da Diretoria da Faculdade, como expõe a ong Bastadotar em sua página do Facebook, e o professor Luiz Carlos VillaltaPara entender melhor o caso, foi oferecida a recompensa de até 2500 reais para quem tivesse informações confiáveis sobre os assassinatos, segundo o jornal O Tempo, e o professor já havia denunciado o caso às autoridades (Ativistas oferecem dinheiro por informações sobre assassino de gatos). Já nesta matéria da ANDA, Agência de Notícias de Direitos Animais (UFMG: funcionário agressor de animais não é censurado pela Diretoria de Letras), publicada no dia 08 de março de 2017, lemos a notícia mais recente, já divulgada pelo Facebook da ong e do professor: foi visto um antigo funcionário da Letras destruindo os comedouros dos gatos. A Diretor(i)a da Faculdade disse simplesmente que ele era um excelente funcionário e que legalmente é proibida a permanência de animais em prédios públicos.

Ou seja, daí concluímos que os errados na história são os gatos, que não leram a lei com atenção, não é mesmo? Então está tudo justificado.

É a primeira vez que sinto tanta vergonha desse lugar, e espero que algo seja feito. Esse tal funcionário é responsável (ou um dos responsáveis) por destruir os comedouros, e, segundo as notícias, pode ser que esteja envolvido também nos assassinatos (apenas um achismo, não há provas). Lembram do caso de 2015, com gatos tendo seus órgãos internos envoltos no próprio pescoço? Li comentários de pessoas que acreditam que alguém que faz isso teria coragem de fazer algo semelhante com humanos... Será que a Diretor(i)a da Letras vai esperar algum aluno ser encontrado nessa mesma situação para tomar alguma atitude? Parece que sim, já que vida de gato não é importante o suficiente para algo ser feito.

Já não me sentia segura naquele lugar, agora me sinto menos.

-- Quem quiser ajudar, envie à Diretoria da Faculdade um e-mail pedindo que algo seja feito --


Observação: é bom ressaltar que o caso do professor que diz odiar animais é apenas para ilustrar que curso superior não tira a maldade de ninguém, e não é fácil ter que conviver com isso. Quanto ao funcionário, não sei quem é, pois isso não foi divulgado, e nem deve ser. Não sei qual a função exercida por ele na Faculdade. 

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