terça-feira, 15 de agosto de 2017

Educação

Nesses últimos meses, uma pessoa me disse que estudar a licenciatura (estudar "essas coisas", nas palavras dessa pessoa) seria perder tempo. Resultado: estou em duas licenciaturas e não me arrependo.

Na minha primeira semana na UFMG, na continuidade de ensino, tive palestras, mas lá na Puc já tive algumas aulas (em sala de aula) e alguns conteúdos. Alguns vídeos de uma matéria online que peguei na Puc, porque sempre gosto de matérias online, e que acho que já são o suficiente para perceber que "essas coisas" não são nada ruins de se estudar: 

Grandes Civilizações - A Grécia Antiga (partes 1 e 2):



Breve História da Educação no Brasil (vídeo da Univesp):


Os Primeiros Tempos- A Educação pelos Jesuítas (vídeo da Univesp, partes 1 e 2):



A Reviravolta de Pombal- Nasce a Educação Laica (vídeo da Univesp, partes 1, 2 e 3):




quinta-feira, 3 de agosto de 2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Finalmente: continuidade

Minha primeira aula, ontem, no novo curso, foi uma disciplina do primeiro período. Passamos 4 aulas (duas ontem e duas hoje) com apresentação dos alunos e alguns conceitos que serão importantes para a matéria. De ontem para hoje, foi pedido que escrevêssemos uma apresentação pessoal... Acontece que, depois de um tempo pensando em como me apresentar sem falar do período na vet, percebi que não tem como: com todas as experiências negativas e positivas, esses anos fazem parte da minha identidade.
E agora de noite, foi com muita felicidade que vi que meu novo vínculo com a UFMG já está no Moodle, na última ocorrência que se inicia com ocorrências de trancamento total na veterinária.


Estou muito feliz por poder continuar estudando espanhol e não perder meu vínculo com a UFMG, que sinto como minha casa - talvez mais que minha casa de verdade. 



Só para não ter escrito por nada, segue meu texto de apresentação (um mais para a coleção), que terá que ser reescrito, porque hoje os professores avisaram que era para ter apenas uma lauda:

"Há oito anos, em 2009, eu iniciava o curso de Veterinária, na UFMG. Lá, descobri que, ao contrário do que se costuma imaginar, Veterinária não é para quem gosta de bicho – o que ficava muito claro quando alguns professores comentavam com escárnio sobre “quem quer estudar Veterinária porque gosta de animais”. Além disso, o curso era voltado à Zootecnia, produção de carne, melhoramento animal, e a metodologia de ensino costumava ser resumida a os alunos decorarem o que o professor disse em sala e repetirem tudo na prova. Como sou vegetariana e não tenho muita vocação para papagaio, em 2012 troquei o curso por algumas sessões na psicóloga. Nessa mesma época, eu fazia aulas de dança experimental, ballet e dança de salão (zouk, forró, bolero, soltinho e um pouco de salsa, bachata e samba). Eu estava em dúvida se tentava reopção de curso para Educação Física, já que o curso de Dança exigia um nível técnico que eu não tinha, ou para Sociologia. Depois de algumas conversas, de perceber que nenhum dos dois cursos combinava totalmente comigo e que eu só sabia falar de danças e idiomas, minha psicóloga perguntou por que eu não fazia Letras.

Quando contei aos meus amigos da Veterinária que estudaria Letras-Espanhol, eles não se surpreenderam, e foi aí que descobri que além de lerda, por nunca haver pensado em estudar Letras, eu era extremamente repetitiva: todos me falaram que fazer uma graduação em espanhol era a minha cara, porque eu só sabia falar dessa língua. Em 2013, iniciei o Bacharelado em espanhol com ênfase em tradução, pela UFMG, e no primeiro semestre de 2017 concluí o curso. Durante esses últimos anos, descobri que não gosto muito de traduzir, que prefiro a teoria (Tradutologia), e que adoro dar aula. Hoje, dou aulas particulares e sou professora de espanhol no Centro de Extensão da Faculdade de Letras da UFMG. Fui, também, professora do curso de Espanhol para Fins Acadêmicos, pela Diretoria de Relações Internacionais da UFMG.

Apesar de já dar aula, sempre pensei em fazer a Licenciatura quando formasse, para adquirir mais conhecimentos relacionados ao ensino e para ter oportunidade de trabalhar no ensino regular. Com a reforma do Ensino Médio, vi que seria importante não só ter uma licenciatura, mas também ter habilitação em outra língua, pois apenas o espanhol não me ajudaria muito a conseguir emprego. Inicialmente, pensei em pegar continuidade de ensino na UFMG, em português, mas vi que seria muito infeliz se parasse de estudar espanhol, e decidi tentar encontrar uma alternativa. Um dia, apareceram no Facebook várias postagens seguidas da página da Letras da PUC. Decidi pesquisar mais sobre o curso e com o tempo percebi que seria a melhor opção fazer a Licenciatura em espanhol na UFMG e em português na PUC, mas no final meu pai acabou me convencendo a fazer o inglês também, e não apenas o português. Com o curso espero, além do óbvio (conseguir emprego), ganhar mais confiança para começar a dar aulas de português para estrangeiros, que é uma área que gosto muito.

Além disso, estudo mandarim e libras, e espero um dia ter conhecimento o suficiente para trabalhar com essas línguas, sendo que uma das coisas que eu acharia mais interessantes é dar aulas de mandarim para surdos. No meu tempo livre, gosto de pesquisar sobre culturas latino-americanas, estudar, ler sobre outras línguas, ver vídeos de danças e vídeos sobre a China. Tive que largar todas as danças quando entrei para a primeira graduação em Letras, por causa dos horários do curso, mas pretendo voltar a dançar um dia e poder conciliar melhor o ensino de idiomas com dança e cultura".

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Primeiro dia de caloura

E, pela terceira vez, tenho meu primeiro dia de caloura.

Concluí no último semestre o bacharelado em espanhol/tradução (UFMG) e inicio agora a licenciatura em espanhol, pela UFMG, e a licenciatura em português e inglês, pela Puc-Minas.

Hoje, tive meu primeiro dia de aula na Puc e não imaginava que ia sentir tanto choque e ao mesmo tempo achar tão engraçado estar em uma turma de calouros (com muita gente que acabou de sair do ensino médio). Mas foi uma boa experiência e estou animada.
A outra grande mudança lá será ter aulas de religião, como tive no ensino fundamental.

No mais, estou me preparando psicologicamente para mais alguns anos sem descanso e para as aulas de inglês - tentando perder o trauma. Já é um grande lucro ter me decidido pela licenciatura, apesar dos pesares (e depois o mestrado - o oposto do que pensava há uns meses).